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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Produtores brasileiros de games ganham o mundo



Fonte: UOL Jogos, aqui.
Por Théo Azevedo

Falar em desenvolvimento de jogos no Brasil está longe de ser novidade: o setor emprega 560 profissionais em 42 empresas que movimentam R$ 87,5 milhoes, segundo pesquisa da Abragames (Associaçao Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos) divulgada em 2008. Porém, de uns anos pra cá os profissionais tupiniquins começaram ganhar o mundo, e hoje trabalham em empresas como Electronic Arts, Activision, Remedy, Crytek, Double Fine etc.

O UOL foi conversar com alguns dos produtores brasileiros que estao espalhados pela América do Norte e Europa, e conta quem sao eles, como conseguiram o emprego e como é trabalhar em outro país, muitas vezes abrindo mao da convivencia com a família e os amigos em nome da oportunidade profissional.

Games como "Mass Effect 2", "FIFA 2010", "Guitar Hero 5", "Alan Wake" e "Brütal Legend" já contam diretamente com o toque de brasileiros que trabalham em áreas variadas, da programaçao ao design, passando pela trilha sonora. Nao deixa de ser inspirador para aqueles que sonham, um dia, obter uma vaga na indústria do entretenimento eletrônico.

"Fuga de talentos" a parte, a tendencia parece trazer desdobramentos benéficos a todos os envolvidos: do ponto de vista do produtor, ir para fora é uma oportunidade única de adquirir experiencia, ganhar melhor e participar de grandes projetos; para a empregadora estrangeira, é uma mao-de-obra que ajuda a promover a tao buscada diversidade cultural, comum no ambiente de trabalho destas empresas; e, para a indústria nacional, é o reconhecimento do potencial criativo do brasileiro para desenvolver games.

A disputa pelo talento

Para a Abragames, a ida de profissionais para o exterior é mais benéfica que nociva à indústria nacional. "Nao só pela questao do reconhecimento dos nossos profissionais, mas pela experiencia que estes brasileiros conquistam e, na maioria dos casos, que vai acabar voltando para o país", explica Winston Petty, presidente da associaçao.

A Jynx Playware, produtora instalada no Recife, pode como nenhuma outra falar sobre este exodo, pois já "exportou" pelo menos seis funcionários para o exterior - principalmente para a Digital Chocolate, em Helsinki, na Finlândia. Fred Vasconcelos, diretor da Jynx, ve o fenômeno com naturalidade: "Em certas ocasioes, empresas maiores acabam mesmo canibalizando empresas menores, em especial seus funcionários".

Para Vasconcelos, é importante que as empresas brasileiras criem maneiras inovadoras para reter talentos. A própria Jynx já entendeu a situaçao e criou uma política de carreira bastante apropriada para uma produtora de games: "Temos um plano de cargos e salários que é simplesmente um RPG. Voce desenvolve seu personagem guiando-o para a obtençao de resultados na carreira".

No futuro, Winston acredita que, conforme a evoluçao da indústria de produçao de games no Brasil progredir, o processo pode até inverter: "Nao se surpreendam se nossos estúdios começarem também a importar talentos 'gringos' para integrar suas equipes. Viver um ciclo profissional no Brasil é uma proposta atraente para muitos desenvolvedores lá fora".

SBGames 2009

Estudantes ou mesmo profissionais em busca de uma carreira no mercado de jogos tem no SBGames 2009 (VIII Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital), evento que acontece de 8 a 10 de outubro, no Rio de Janeiro, uma oportunidade de fazer contatos e assistir a palestras dos mais variados temas. Nesta ediçao, o assunto principal é convergencia, por isso serao recorrentes discussoes sobre a integraçao entre os games e a TV digital, por exemplo.

Como de costume, o SBGames traz palestrantes internacionais e, em 2009, estao entre eles Glenn Entis, que já foi CEO da Dreamworks ("Medal of Honor") e hoje é um dos sócios da VanEdge Capital, empresa de new venture focada em investimentos para entretenimento interativo e negócios relacionados a Mídia Digital. Já Bruno Matzdorf e Michael Foster, da Sony Computer Entertainment, vao falar sobre o desenvolvimento de jogos nas plataformas PlayStation.

Para saber mais detalhes sobre a programaçao do SBGames 2009, que terá cobertura in loco do UOL, acesse o site oficial do evento.

Comento:
 
No site da reportagem tem um mapa interativo mostrando a localização de alguns brazucas no exterior, que trabalham com o desenvolvimento de jogos.
 
Já postei aqui que estamos desenvolvendo um jogo para celular no IFMA Campus Imperatriz. Infelizmente os alunos tiveram que deixar o projeto, para se dedicar ao vestibular e ao término do curso técnico integrado.
 
Mas como sou um cara teimoso e acho que fazer é mais fácil que falar, continuarei dando andamento ao projeto.
 
Obviamente os alunos que iniciaram os projetos receberão os créditos juntamente com os alunos que derem continuidade.
 
No IFMA já dominamos grande parte da tecnologia de desenvolvimento de jogos para celular. O que nos falta é uma estrutura curricular que permita ao aluno mais tempo para se dedicar à pesquisa e uma estrutura física apropriada. Aqueeeela estrutura física que pedimos ao poder público, em forma de parceria.
 
Mas aguardem. Vem novidades por ai. Meu amigo Bené é quem me lembra o ditado nordestino: "Quem quer pegar galinha, não diz xô!!"

1 comentários:

TARGET ÁUDIO disse...

Muito legal trabalhar com projetos de Games. Componho Trilhas Sonoras para este mercado e sempre me divirto muito quando surgem trabalhos com Games.