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terça-feira, 17 de março de 2009

Doutor, Dotô e o Técnico


Nós brasileiros somos famosos por termos uma cultura bem diversificada. A falta da cultura também tem suas peculiaridades aqui no Brasil.

Já ouvi falar que em época de campanha eleitoral, os candidatos a qualquer cargos viram autoridades, os Doutores, ou melhor, os Dotôres.

Em alguns países da Europa, Alemanha por exemplo, um cidadão que termina o seu PhD (ver post de 02 de Fevereiro de 2009, Graduação e Pós-graduação), o equivalente ao Doutorado, ele ganha o direito de colocar na porta da sua casa uma placa, do tipo: PhD Fulano de Tal. Se no Brasil tivéssemos a mesma cultura, então teríamos vários estudiosos com placas em suas portas: Doutor Fulano de Tal.

Agora como as culturas estrangeiras aqui no Brasil são deturpadas ao "bel-prazer" dos oportunistas brasileiros, então teríamos candidatos a qualquer cargo, em época de campanha, que colocaria placas em suas portas, escritas: Dotô Fulano de Tal.

Então para os padrões brasileiros temos:

Doutor: aquele que tem doutorado;

Dotô: aquele que é médico, dentista, enfermeiro, advogado, delegado, candidato em campanha, ex-candidato, pessoa bem sucedida, ricos e em alguns casos qualquer um que apareça de paletó e gravata;

Técnico: qualquer pessoa que não esteja incluída na lista de Dotô, não importando se tem graduação, pós graduação - especialização, mestrado, incluindo doutorado em qualquer área considerada menos importante.

Alguém já viu uma pessoa que tem formação na área de informática, ser chamado de Mestre ou Doutor? Não!? Nem eu!

Aqui no Brasil temos dessas coisas. E o pior, temos muitos práticos que se auto intitulam algo, pelo simples fato de ter prática em determinada profissão.

Pra quem quer um exemplo, basta procurar um jornalista formado em Imperatriz.