Olá professor Casanova!
Olá caro Natal!
O trabalho com educação, como o senhor bem sabe, envolve muitas variáveis. Uma "prova" talvez não consiga englobar a todas elas.
Realmente uma prova não engloba todas as variáveis do complexo sistema que envolve a educação, seja ela de qualquer modalidade de ensino.
Isso me lembra alguns alunos que tive no passado, não sei se por coincidência esquerdistas. Sempre que a nota geral da turma era ruim eles enviavam aqueles e-mail´s enormes, com aquele blá blá sobre avaliação..., que o sistema era falho..., que avaliação era um processo contínuo..., se reuniam para reclamar junto a direção sobre a forma de avaliação do professor, faziam pressão, etc. Mas quando a turma toda tirava uma nota sastisfatória para a própria turma, então o sistema de avaliação não era questionado, independente se fosse o mesmo método aplicado de quando a turma tirou nota baixa. Que lógica sensacional, hein? Parece a lógica torta do molusco presidente. Tomara que isso não seja regra partidária.
A característica inclusiva no ensino de Jovens e Adultos é uma falha?
Onde você achou em meu blog escrito que acho uma falha a característica inclusiva do EJA? Eu não escrevi que a característica inclusiva do EJA é uma falha, escrevi que os alunos entram sem a base necessária. Colocar alunos em sala só para fazer número não é incluir. Conheço pessoas que saíram da faculdade quase da mesma forma que entraram. Fizeram números para o MEC, mas não vão trazer qualidade para os serviços oferecidos no Brasil.
Eu penso que não. Já trabalhei com o EJA, fui professor também. Na ampla maioria dos casos o desenvolvimento de uma pessoa que já não tinha mais nem a chance de se divertir com uma boa leitura em uma idade avançada chega a comover.
Concordo. Além do mais ensinar no EJA não é tão diferente de ensinar em algumas faculdades particulares.
Processos estatísticos como esses são um prato cheio para a mídia, claro. Todavia, quem não sabe que o Brasil é ainda um país em desenvolvimento? O tal nivelamento é uma coisa perigosa.
Nivelar não é um perigo, é dar a oportunidade de aprender algo que já não se estuda há muitos anos ou não teve oportunidade de aprender. Como podemos ensinar um cálculo mais complexo para um aluno, de edificações e de informática por exemplo, que não sabe tirar uma média aritmética, um MMC ou até mesmo o uso de parênteses e a precedência dos operadores matemáticos básicos? Sem mencionar casos extremos de alunos que mal escrevem o próprio nome. Alguns desses alunos, futuramente, estarão trabalhando em projetos de edifícios.
Além do mais, hoje vejo a necessidade de um nivelamento em muitos cursos superiores, nos períodos iniciais, pois muitos alunos são oriundos da rede pública de ensino. Ensino esse gerido por diversos partidos, é só escolher. Principalmente na nossa Imperatriz, onde já tivemos o sempre governista PMDB, o super ético PT e agora o super exemplo de partido PSDB. Três siglas com garantia de um terreno no céu.
Pode retirar a chance de muitas pessoas que acordaram em um dia ruim ou que estão mesmo sem estudar e que por isso mesmo não passarão em um processo seletivo. Nesse ponto, professor, corremos um risco sério: o de cercear um direito fundamental; o direito a educação. Posturas assim são reacionárias, elitistas e o pior de tudo, antidemocráticas.
Esse risco que você se refere caro Natal o aluno do EJA corre somente em um curso de nivelamento? Quer dizer que durante o curso propriamente dito, ele não vai correr esse risco? É uma postura antidemocrática, elitista e reacionária procurar dar uma base melhor a um aluno que há anos não entra em uma sala de aula? Além do mais, ainda não conheci nivelamento antes de um processo seletivo. Até onde conheço os cursos de nivelamento ocorrem após a seleção dos alunos para um dado curso. Então o nivelamento não elimina alunos aprovados ou selecionados para um curso.
Nivelar não retira a chance de ninguém. O que retira a chance de uma pessoa estudar é a falta de uma política sólida e de longo prazo para educação. Eu como professor, já passei por várias turmas de nivelamento e dos muitos alunos que desistiram, todos foram no decorrer do curso e não no curso de nivelamento que as faculdades ofereciam antes do começo dos cursos. Nivelamento esse que procurava justamente dar uma melhor base ao aluno e incentivar a sua continuidade no curso, base essa que não foi dada no devido tempo.
Os alunos que entram em um curso sem a base necessária, tem mais chances de desistir do curso, por dificuldades em lidar com as disciplinas, do que os alunos que receberam a ajuda necessária antes de lidar com matérias específicas e que requerem fundamentos normalmente passados nos ensinos básico e médio.
Saudações!
Saudações!!
P.S. Parabéns pelo sucesso dentro do IFET IFMA (CEFET) quando estudei aí, nos tempos do governo do PSDB, não tive a oportunidade de trabalhar em tantos projetos interessantes, não tínhamos recursos oriundos do governo federal social democrata - a educação não era o foco dele.
P.S. Realmente o PSDB não deu o devido valor as Escolas Técnicas. O governo Lula tem investido muito nas Escolas Técnicas. Só é uma pena, que para toda essa governabilidade, ele esteja ao lado de pessoas da pior espécie, se bem que como se diz aqui na terra do frei: "boi preto conhece boi preto, boi pintado conhece boi pintado e eles não se misturam." Então se ele está junto, é por que não é muito diferente deles.
Mas eu não perco muito meu tempo com isso, prefiro trabalhar e mostrar para os alunos o que é a ciência. E nem uso isso para cunho político, nem pertenço a partido político, diferente de alguns que se dizem amigos dos estudantes e usam os alunos para fins partidários.
Lembro-me bem até do terrorismo que a esquerda fazia dentro da escola, em época de reeleição do Lula. "Se o PSDB ganhar, eles vão vender o CEFET!" O mesmo terrorismo que ele envolveu Alckmim no caso Petrobrás e logo depois que se reelegeu, vendeu quilômetros e quilômetros de estradas federais. E uma coisa que me intriga até hoje e que ninguém conseguiu ou consegue me responder é: Quem quer comprar o IFMA?
No mais caro Natal, longe de mim querer ser grosseiro com sua pessoa, muito pelo contrário, obrigado pelos parabéns! Mas o sucesso ao qual você se refere, nada mais é do que o fruto de um trabalho sério e muita força de vontade, além do trabalho de alguns professores e administrativos da escola e de fora da escola que tem o comprometimento com a educação e a pesquisa.
Todo professor tem a obrigação de ensinar e pesquisar junto a seus alunos. O problema é que aqueles que reclamavam tanto de que foram esquecidos na era PSDB, estão hoje muito felizes com a era PT, mas não se lembram de sua obrigações, de fazer a pesquisa, extensão, etc. Obrigações essas que todos já tinham quando entraram na escola, muito antes da sua passagem pelo CEFET e muito antes do PSDB governar o Brasil.
Mesmo na era FHC, onde segundo você a educação andou esquecida, pesquisas poderiam ter sido feitas no CEFET em várias áreas. Não foram feitas por acomodação e falta de uma cobrança por parte da direção e até por parte dos alunos, por não conhecerem o regimento e as leis.
E se falta de recurso era a desculpa, qual é a desculpa do Grêmio em não auxiliar e incentivar? O que fez o Grêmio para ajudar em nossas inicativas? Se você acompanha o blog, deve ter visto que além de não fazer o que deveria, ainda tentou atrapalhar. Caso não lembre, clique aqui. Nunca tive o auxílio do Grêmio Estudantil do IFMA, por meio do atual presidente seja na sua atual gestão ou na anterior. Nem se quer uma conversa sobre os rumos da pesquisa na escola. Até hoje não conheço o membro do Grêmio que é responsável por acompanhar a pesquisa na escola.
Só para ficar claro, a maioria das minhas inciativas juntamente com os alunos e que resultou em um artigo ou projeto de pesquisa, foi feito sem bolsa ou auxílio similar de governo federal, estadual ou municipal. Tive que suar a camisa junto com alunos para conseguir a maioria dos fundos necessários para viagens. Os tais recursos que deveríam ser de fácil acesso para pesquisa, estão bombando em outras áreas, tais como: merkting de pré-sal, compra de aliados, etc.
Por conta dessa omissão, qualquer pessoa que faça o seu trabalho acaba se destacando. Infelizmente essa é a verdade.