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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Haiti, a ONU e o Brasil, de Lula, brincando de superpotência

Texto retirado do Blog do Reinaldo Azevedo, da Veja, mas com link próprio para assinantes da Folha Online.

Intelectuais haitianos

Um grupo de intelectuais haitianos escreve um artigo na Folha neste domingo. Destaco alguns trechos e comento depois:

“Nos últimos seis anos, os arranjos estabelecidos entre um Estado falido e as desorientadas Nações Unidas e outras organizações multilaterais produziram um fracasso retumbante. Enquanto estas ofereciam os fundos de ajuda, aquelas legitimavam-nas e implementavam-nos, com resultados, na melhor das hipóteses, inexpressivos. À frente dessa nova estrutura de comando e coordenação somente poderiam estar os americanos ou franceses, uma vez que a liderança dos esforços multilaterais por países caribenhos ou latino-americanos nos últimos 15 anos simplesmente não funcionou.

Apenas grandes potências têm a vontade, a visão e os meios para responder no longo prazo pelos compromissos assumidos. O Haiti não tem condições de servir outra vez como tubo de ensaio para ambições de potências regionais, cujo papel nos últimos anos tem sido, na melhor das hipóteses, supérfluo. Erros repetidos não podem ser acobertados pelos escombros. A responsabilidade jamais assumida por resultados jamais alcançados não deve desaparecer numa vala comum.”

Assinam o texto (íntegra aqui) os seguintes haitianos: Michèle Oriol (professora de sociologia da Universidade de Estado do Haiti); Daniel Supplice (professor de história da Universidade de Estado do Haiti_; Michel Soukar (historiador); Eric Balthazar (sociólogo); Jean-Philippe Belleau (professor de antropologia da Universidade Harvard).

Como se nota, embora o nome não seja citado, estão se referindo ao Brasil...

Comento: Não é uma questão de ser a favor ou contra a 'L' ou 'S'. É uma questão de lógica. E os autores do texto conseguem enxergar isso (texto destacado em azul). As esquerdas também sabem de tudo, mas preferem deturpar a verdade em benefício político próprio. Triste.

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