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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Método Político

Não é exclusividade de um político só. Independente de partido, é comum acontecer.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
6:31

Escrevi ontem que, entre as mistificações do PAC, estavam obras tocadas e pagas pelo setor privado. Leiam o relato que me chega de um leitor chamado Alexandre, devidamente identificado (não vou publicar o e-mail, claro):

*
Reinaldo,


a apropriação de empreendimentos totalmente privados pelo PAC é um fato, e sou prova disso. Em 2008, concluí uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica), com recursos totalmente próprios.

Por estar em um Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) — em que vendi (disse: “vendi”) a energia à Eletrobrás (então ela é simplesmente minha cliente) — e possuir financiamento BNDES (não, eles não me DERAM dinheiro, mas me emprestaram, a juros normais), era obrigado, todos os meses, a enviar um Relatório de andamento das obras para que Dona Dilma mostrasse isso como obra dela.

Interessante nisso é que o Proinfa é uma lei do governo FHC, contra a qual a própria Dilma lutou o quanto pôde, demorando dois anos para implementá-la, tentando bombardeá-la. Ela era ministra de Minas e Energia.

O Proinfa deu 3.300 Mw de energia renovável ao país, movimentando mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados. Financiamento do BNDES não é dinheiro público repassado; é empréstimo, sendo pago pelo empreendedor a juros internacionalmente compatíveis. Tudo isso vinha de uma lei de FHC, que Dona Dilma odiava, pois, segundo a própria, colocava um setor estratégico em mãos privadas — ouvi isso da própria em um evento, antes da implementação do programa.

O fato é que tudo isso é apresentado ao Brasil como parte do PAC. Ou seja: eu investi e trabalhei para que ela mostrasse ao país que foi ela que fez…
 

1 comentários:

Jorge Furtado disse...

Caro Reinaldo,

Esta tremendamente equivocado pois a lei que criou o Proinfa e de 2002.Portanto foi criado no Gov. Lula.

Jorge Furtado.