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terça-feira, 20 de abril de 2010

O Insuperável



Do blog do Josias de Souza.

Lula discursou nesta terça (20) para uma turma de formandos do Instituto Rio Branco.

Disse que, sob sua gestão, o Brasil deixou de ser coadjuvante no mundo, “virou importante”.

Algo que, segundo Lula deve orgulhar os novos diplomatas brasileirose inspirar um comportamento altivo.

Nada do velho “complexo de vira lata”, Lula repisou. Sem citar o nome de Celso Lafer, ex-chanceler de FHC, ironizou-o.

Lula evocou o fato de Lafer ter tirado os sapatos numa revista a que foi submetido na alfândega dos EUA.

Disse que um ministro seu que se submetesse a tal constrangimento seria demitido.

Contou que, seis meses depois de assumir a Presidência, em 2003, participou de uma reunião do G8.

“Chegamos na reunião e já estavam lá quase todos os presidentes. Faltava chegar o presidente dos EUA...”

“[...] Quando o [George] Bush entra, todo mundo levanta. Eu falei pro Celso [Amorim]: Vamos ficar sentados...”

“...Ninguém levantou quando eu cheguei! Qual é a subserviência de a gente levantar porque chegou o presidente dos EUA?”

Lula faz bem em inocular altivez na alma dos novos diplomatas. Pena que sua lição tenha sido incompleta.

Poderia ter pronunciado meia dúzia de palavras sobre direitos humanos. Quem sabe mencionasse uma hipotética visita presidencial a Cuba.

Diria que, se indagado a respeito de presos de consciência, o presidente do Brasil levantaria a fronte expressaria contrariedade.

Confrontado com a morte de um preso político após greve de fome de 85 dias, jamais diria que o infeliz “se deixou morrer”.

Encerraria: “Assim como não se deve levantar para o presidente dos EUA, é inaceitável ajoelhar-se para o ditador de Cuba”.

Comento:

Vejam com o que ESSA VERGONHA NACIONAL se preocupa. Em vangloriar-se de não levantar-se para o Bush.

A mediocridade desse sujeito é sem limites.

Com tanta coisa muito mais importante para falar, abre a boca para arrotar esse monte de baboseira. 

Quer implantar à força um pseudo-orgulho de que somos uma potência.

Seguindo a lógica: se o Brasil é uma potência internacional, então o Maranhão é um Estado que tem tudo as mil maravilhas, assim como é mostrado na propaganda oficial.

Qual a diferença básica? 

O Presidente acredita no que excreta pela boca, enquanto aqui, o Governo do Estado sabe muito bem que não passamos de um reles curral eleitoral.
          

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